Poema
"Eu gosto do seu corpo
Eu gosto do que ele faz
Eu gosto de como ele faz
Eu gosto de sentir as formas do seu corpo
Dos seus ossos
E de sentir o tremor firme e doce
De quando lhe beijo
E volto a beijar
E volto a beijar
03:40 | Marcadores: Literatura, Poesia | 1 Comments
Na Natureza Selvagem (Jon Krakauer)

"Nesse livro, Jon Krakauer se propõe a decifrar um enigma: quem era e o que buscava Chris McCandless, o rapaz inteligente, equilibrado e rico que largou a familia e tudo o mais para viver maltrapilho, pedindo carona pelas estradas, e que acabou morrendo no Alasca, provavelmente de inanição, no verão de 1992. Insatisfeito com as respostas simples e rápidas, o autor de No ar rarefeito vai atrás das pegadas de Chris, conversa com todas as pessoas que o conhecem em dois anos de perambulação, entrevista familiares e amigos. Compara ainda a vida do jovem com a história de outros aventureiros solitários que tiveram fim trágico e invoca episódios de sua própria história pessoal para tentar entender o que se passava na mente de McCandless quando se internou sozinho na vastidão gelada do Alasca.
Ao refazer a trajetória emaranhada de McCandless, Krakauer revela-nos o mundo instável dos que vivem à margem da sociedade americana, gente de estações, pegando carona ou circulando com seus carros velhos, vivendo das sobras da sociedade afluente. Acampamentos no deserto, comunidades reunidas sobre os escombros de contruções militares, cidade fantasmas, trailers abafados, várias gerações de contestadores, desajustados ou simplesmente marginalizados: tudo isso compões o pano de fundo revelador da odisséia do rapaz. E mergulha também no mundo simplório da pequena cidade rural, no âmago da América do Norte, dos macacões encardidos e do bar iluminado pela luz azul da televisão sempre ligada, onde homens rudes bebem e conversam em frases curtas sobre o tempo e a colheita.
Tal como em No ar rarefeito, aqui o tema é o sonho de alcançar alguma coisa, mas não a glória de conquistar as alturas: o sonho americano de Chris McCandless, enquanto palmilha estradas, atravessa desertos, desce rios, penetra no mato, é fugir da civilização para ficar sozinho e conseguir a conquista interior de si mesmo. Uma tarefa tão árdua e perigosa quanto escalar montanhas"
01:56 | Marcadores: Literatura | 1 Comments
Os Filhos (Khalil Gibran)
Teus filhos não são teus filhos
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de ti, mas não de ti.
E embora vivam contigo, não te pertencem.
Podes dar teu amor, mas não teus pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que não podes visitar nem mesmo em sonho
Podes tentar ser como eles, mas não tente fazê-los como és,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Tu és o arco do qual teus filhos são arremessados como flechas vivas.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem rápido e para longe
Que teu encurvamento na mão do Arqueiro seja tua alegria;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável.
16:54 | Marcadores: Literatura, Poesia | 0 Comments
Últimos Escritos (Jim Morrison)

“Este livro contém os escritos de Jim Morrison que os organizadores da sua obra — os casais Columbus e Pearl Marie Courson, e Frank e Katherine Lisciandro — encontraram dispersos pelos vários cadernos onde o vocalista dos Doors registrava poemas, projetos, aforismos e impressões de viagem […].”
17:39 | Marcadores: Jim Morrison, Literatura, Livros, The Doors | 1 Comments
Citações
"Deus move o céu inteiro naquilo que o ser humano é incapaz de fazer, mas não move uma palha naquilo que a capacidade humana pode resolver"
(Antigo ditado oriental)
"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença"
(Érico Veríssimo)
11:13 | Marcadores: Citações, Literatura | 0 Comments
Poema

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o."
Autor desconhecido
17:36 | Marcadores: Literatura, Poesia | 0 Comments
Soneto a Orfeu (Rainer Maria Rilke)

Um deus pode. Mas como erguer do sol,
na estreita lira, o canto de uma vida?
Sentir é dois; no beco sem saída
dos corações não há templos de Apolo.
Como ensinas, cantar não é a vaidade
de ir ao fim da meta cobiçada.
Cantar é ser. Aos deuses, quase nada.
Mas nós, quando é que somos? em que idade
nos devolvem a terra e as estrelas?
Amar, jovem, é pouco, e ainda que doam
as palavras nos lábios, ao dizê-las,
esquece os teus cantares. Já não soam.
Cantar é mais. Cantar é um outro alento.
Ar para nada. Arfar em deus. Um vento.
17:27 | Marcadores: Literatura, Poesia | 0 Comments
Carpe Diem
"Carpe diem quam minimum credula postero
Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero."
"Colha o dia, confia o mínimo no amanhã
Não pergunte, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho.
Se muitos invernos Jupiter te dará ou se este é o último, que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar terreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo refaça suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciúmento está fugindo de nós. Colha o dia, confia o mínimo no amanhã."
14:59 | Marcadores: Literatura, Poesia | 0 Comments
A Hora das Bruxas (Volumes I e II) (Anne Rice)

A Talamasca, um grupo com poderes extra-sensoriais voltados para o bem, durante séculos pesquisou a vida da família Mayfair, uma dinastia de bruxas que começou no século XVII, na Escócia, transplantou-se para o Haiti e de lá para a fantasmagórica Nova Orleans. É através dos seus volumosos arquivos que vamos descobrir essa saga de seres decadentes e mórbitos, convivendo pacificamente com o incesto e as tempestades e um espírito, meio divindade celta, meio demônio, chamado Lasher.
Cabe agora a Rowan, brilhante neurocirurgiã californiana e herdeira do clã, decidir-se entre o amor de Michael Curry e a sedução de um ser poderoso que quer ficar nesse mundo para sempre.
Anne Rice mais um vez prova por que é a mestra do gótico contemporâneo, dominando, ao mesmo tempo, as rédeas do drama, da inspirada sexualidade e do fantástico.
Editora: Rocco
Ano de Lançamento: 1995
Numero de Paginas: 490pg e 485pg
15:50 | Marcadores: Anne Rice, Bruxaria, Literatura, Livros | 0 Comments
Os Corvos (Arthur Rimbaud)
Senhor, quando os campos são frios
E nos povoados desnudos
Os longos ângelus são mudos...
Sobre os arvoredos vazios
Fazei descer dos céus preciosos
Os caros corvos deliciosos.
Hoste estranha de gritos secos
Ventos frios varrem nossos ninhos!
Vós, ao longo dos rios maninhos,
Sobre os calvários e seus becos,
Sobre as fossas, sobre os canais,
Dispersai-vos e ali restais.
Aos milhares, nos campos ermos,
Onde há mortos recém-sepultos,
Girai, no inverno, vossos vultos
Para cada um de nós vos vermos,
Sede a consciência que nos leva,
Ó funerais aves das trevas!
Mas, anjos do ar, no alto da fronde,
Mastros sem fim que os céus encantam,
Deixai os pássaros que cantam
Aos que no breu do bosque esconde,
Lá, onde o escuro é mais escuro,
Uma derrota sem futuro.
21:43 | Marcadores: Literatura, Poesia, Rimbaud | 0 Comments
Flores (Arthur Rimbaud)
De um pequeno degrau dourado -, entre os cordões de seda, os cinzentos véus de gaze, os veludos verdes e os discos de cristal que enegrecem como bronze ao sol -, vejo a digital abrir-se sobre um tapete de filigranas de prata, de olhos e de cabeleiras.
Peças ae ouro amarelo espalhadas sobre a ágata, pilastras de mogno sustentando uma cúpula de esmeraldas, buquês de cetim branco e de finas varas de rubis rodeiam a rosa d'água.
Como um deus de enormes olhos azuis e de formas de neve, o mar e o céu atraem aos terraços de mármore a multidão das rosas fortes e jovens.
21:36 | Marcadores: Literatura, Poesia, Rimbaud | 0 Comments
Mon Animal (Elisa Lucinda)
Eu a vejo quase todas as manhãs.
Não é exatamente bonita.
Aliás ela é de uma feiúra estranha como se carregasse uma boniteza espalhada em si, nos gestos e não nos traços exatamente.
Não importa.
Importa é que a vejo acompanhada perenemente pelo seu cão.
Um pastor alemão com cara de bom companheiro.
E o é. Eu vejo. Olha-a muito, encaixa seu focinho entre os joelhos dela, brinca com ela, gane querendo dengo.
Ela também, essa minha vizinha de uns quarenta e vividos anos, brinca de não-solidão com esse cachorro específico; gosta dele, ri: Não Duque, assim não, deixa o moço, Duque, me espere.
Não vá na minha frente assim, cuidado com o carro, menino. Ele a olha como quem agradece.
E vão os dois, não em vão, pelas ruas de Copacabana sob o sol, felizes que só vendo.
Eu vejo. Ela é camelô; nos encontramos no elevador e eu:
- Vocês se divertem tanto, é tão bonito.
- É, nos conhecemos na rua. Ele olhou pra mim bem nos meus olhos. Eu estava trabalhando.
Vi logo que era um cão bem cuidado fisicamente mas faltava-lhe carinho.
Deixei minhas bugigangas (ela vende coisas que querem imitar jóias antigas) por não sei quanto tempo e fiquei agachada na calçada na Avenida Nossa
Senhora, só namorando ele.
Decidimos que ele viveria comigo. Naturalmente.
Tudo aconteceu "naturalmente", ela frisou, como se quisesse dissipar de mim qualquer sombra de suspeita de um possível roubo. Noutro dia no mesmo elevador, ela com seu carrinho de balangandãs, eu e Duque.
O elevador apertado e ela continuou femininamente a conversa do último elevador nosso:
- Tenho certeza que ele é de câncer. É muito sensível. Só falta falar.
Né Duque? ... ele não é lindo? Eu disse: Lindíssimo. E você que signo é?
- Ah, sou capricórnio mas com ascendente em câncer, combina sim.
Eu vejo Duque lambendo as mãos dela, as magras mãos cujos dedos ela oferecia de propósito e distraidamente a imordida dele.
Eu olho admirando receosa por conta dos afiados dentes dele.
Quase não entendo de cães.
Você tem medo... ô não ofenda ele; Duque entende pensamentos e não gostou do que você pensou. Jamais me morderia, jamais me trairia. Né Duque? Senti o pensamento de Duque latindo que jamais a trairia.
Achei bonito.
Chegamos.
Tchau, bom trabalho.
Tchau Duque. Fui para a rua pensando longamente nos dois. Depois pensei nos mistérios da astrologia e perdi o fio do meu pensamento.
Ao final da tarde avistei pela janela Duque e Angela indo ver o crepúsculo na praia.
Depois vi os dois voltando sorridentes e caninos, sob a noite estrelada; ela com fitas de vídeo penduradas ao braço; sempre conversando com ele.
Tenho inveja de Angela. This is the true. O animal que eu quero não mora comigo, não almoça mais comigo, não brinca mais, não me telefona, não me advinha os pensamentos, não me acompanha ao crepúsculo, não gane querendo dengo, nossos signos parecem não mais combinar.
O animal que quero, pensa demais e por isso não passeia mais comigo.
E o pior: Não me lambe mais.
21:05 | Marcadores: Crônicas, Elisa Lucinda, Humor, Literatura | 0 Comments
Citações do Rock
"A mente é como um pára-quedas. Só funciona se abri-lo."
Frank Zappa
"Se as portas da percepção forem abertas, as coisas irão surgir como realmente são: infinitas."
Jim Morrison, The Doors
"Quando me encontrei com Lennon nos EUA, conversamos muito sobre figuras históricas do mundo. Num momento da conversa, ele me perguntou: 'E no Brasil? Quem é o tal?' Fiquei nervoso e falei a primeira coisa que me veio na cabeça: 'Café Filho!'. Ele então: 'What?!' e eu 'Nothing, forget about it..."
Raul Seixas
"Sou tão bom ator que me finjo de compositor e poeta e todo mundo acredita."
Raul Seixas
"No palco eu faço amor com 25.000 pessoas, depois vou sozinha para casa."
Janis Joplin
"Rock'n Roll não se aprende nem se ensina."
Raul Seixas
"Ninguém morre, as pessoas despertam do sonho da vida."
Raul Seixas
"A desobediência é uma virtude necessária à criatividade."
Raul Seixas
"É melhor queimar do que apagar-se aos poucos."
Frase de Neil Young, constantemente atribuída erroneamente a Kurt Cobain
"Um cara que adota nome de mulher e usa maquiagem? Que idéia original!"
Alice Cooper, falando sobre Marilyn Mason
22:12 | Marcadores: Citações, Literatura | 0 Comments
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- "Há um prazer na floresta sem trilhas Há um êxtase na margem deserta Há sociedade, onde ninguém se entromete, No mar profundo, e música no seu rugido Eu não amo o Homem menos, mas a Natureza mais..." (Lord Byron)
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